Ana Arruda Callado
Nascida em 1937, na cidade de Recife, Ana Arruda Callado veio para o Rio de Janeiro aos oito anos de idade. Em 1955, entrou para o curso de Jornalismo da Faculdade Nacional de Filosofia, onde se formou em 1957. Em 1958, poucos meses depois de começar a trabalhar como repórter no Jornal do Brasil, ganhou o prêmio Herbert Moses por uma série de reportagens sobre a reforma agrária. No ano seguinte, recebeu a Menção Honrosa do Prêmio Esso, após escrever matérias especiais sobre a infância abandonada.
Em 1962, saiu do Jornal do Brasil, indo, posteriormente, para a Tribuna da Imprensa. Quatro anos depois, em 1966, foi convidada para trabalhar no Diário Carioca, no qual atuou como chefe de reportagem. Era a primeira vez no Brasil que uma mulher ocupava um cargo desse tipo.
Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ana Arruda Callado iniciou a carreira acadêmica na década de 70. Trabalhou como professora da Escola de Comunicação da UFRJ durante 14 anos, além de ter lecionado na Universidade Federal Fluminense e na Pontifica Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Publicou quatro biografias: Dona Maria José (1995), sobre Maria José Barboza Lima; Jenny, amazona, valquíria e vitória-régia (1996), sobre a romancista e jornalista Jenny Pimental Borba; Adalgisa Nery, sobre essa poetisa, jornalista e política e Maria Martins, lançado pela Gryphus em 2004.
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